Flexibilização das condições financeiras globais, dólar mais fraco e postura mais acomodatícia dos principais bancos centrais impulsionaram montante, segundo relatório
A dívida global atingiu um recorde de US$ 337,7 trilhões no fim do segundo trimestre, impulsionada pela flexibilização das condições financeiras globais, pelo dólar mais fraco e pela postura mais acomodatícia dos principais bancos centrais, mostrou um relatório trimestral nesta quinta-feira
O IIF (Instituto de Finanças Internacionais), um grupo comercial de serviços financeiros, disse que a dívida global aumentou mais de US$ 21 trilhões no primeiro semestre do ano, para US$ 337,7 trilhões.
China, França, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Japão registraram os maiores aumentos nos níveis de dívida em dólares, embora parte disso se deva à desvalorização da moeda norte-americana, segundo o IIF.
AUMENTO COMPARÁVEL AO DA ERA DA COVID
“A escala desse aumento foi comparável ao aumento visto no segundo semestre de 2020, quando as respostas políticas relacionadas à pandemia levaram a um acúmulo sem precedentes na dívida global”, disse o IIF em seu Monitor da Dívida Global.
Analisando a relação dívida/PIB — um indicador da capacidade de pagamento da dívida em comparação com a produção — Canadá, China, Arábia Saudita e Polônia apresentaram os maiores aumentos. A relação diminuiu na Irlanda, no Japão e na Noruega, segundo o relatório.