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Economia brasileira cresce 1,9% no primeiro trimestre, mostra IBGE

Resultado positivo corresponde à maior variação do PIB para o período compreendido entre janeiro e março desde 2010

economia brasileira avançou 1,9% no primeiro trimestre de 2023, na comparação com os últimos três meses do ano passado, de acordo com dados revelados nesta quinta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta trimestral é a maior desde a apurada entre outubro e dezembro de 2020 (+3,4%). Na análise somente do primeiro trimestre, trata-se do melhor desempenho da economia no período desde 2010 (+2,2%).

Na comparação com os primeiros três meses do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 4%. Já no acumulado dos quatro trimestres terminados em março, a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país aumentou 3,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

O resultado positivo do PIB (Produto Interno Bruto) reverte a perda de força da economia apurada no último trimestre do ano passado, quando houve encolhimento de 0,1% em relação ao período entre julho e setembro. Em termos nominais, a economia totalizou R$ 2,6 trilhões em valores correntes.

Agropecuária guia alta

O resultado trimestral positivo foi puxado, principalmente, pelo crescimento de 21,6% da agropecuária, ramo que apresentou a maior alta desde o quarto trimestre de 1996. Os dados fazem parte do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais. Rebeca Palis, coordenadora responsável pela pesquisa, recorda que problemas climáticos haviam limitado o desempenho do setor no ano passado, o que foi revertido no início de 2023.

“Neste ano estamos com previsão de safra recorde de soja, que representa aproximadamente 70% da lavoura no trimestre, com crescimento de mais de 24% de produção”, afirma ela.

“A safra da soja é concentrada no primeiro semestre do ano. Ao compararmos o quarto trimestre de um ano ruim com um primeiro trimestre bom, observamos esse crescimento expressivo da agropecuária”, completa Rebeca.

Outros setores

O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB nacional e o maior peso no indicador, cresceu 0,6% no período. O resultado foi puxado, principalmente, pelas altas nos setores de Transportes e Atividades Financeiras, ambos com crescimento de 1,2%.

Na contramão, o setor de informação e comunicação apresentou a maior queda (-1,4%) do primeiro trimestre para os serviços. “A queda dessa atividade pode ser explicada, em grande parte, por uma base de comparação alta. Foi a atividade que mais cresceu depois da pandemia e se encontra 22,3% acima do patamar do quarto trimestre de 2019”, afirma Rebeca.

A indústria apresentou estabilidade (-0,1%) no primeiro trimestre de 2023, influenciada pelas quedas na produção de bens de capital e intermediários, enquanto a atividade de eletricidade e água, gás, esgoto, atividades de gestão de resíduos subiu 6,4%, visto que estamos em um momento de boas condições hídricas, sem escassez.