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Apostas de estrangeiros contra real renovam recordes em meio a temores com política fiscal

Montante movimentado em contratos alcançou US$ 78,9 bilhões.

Estrangeiros que operam no Brasil nunca estiveram tão cautelosos com a perspectiva de enfraquecimento da moeda brasileira. Dados mostram que o montante movimentado em contratos que geram lucro em caso de desvalorização do real ou protegem contra a variação do dólar alcançou US$ 78,9 bilhões.

As máximas históricas que vem sendo observadas desde o início de junho e reflete a busca por proteção, ou “hedge” – no jargão do mercado financeiro – por parte dos agentes externos.

O aumento vertiginoso da posição ocorre, sobretudo, na esteira da piora da percepção de risco com a economia doméstica, onde a questão fiscal preocupa o mercado.

A posição mais cautelosa começa sua trajetória crescente em abril, no mesmo período em que o governo federal anunciou mudanças na meta fiscal para 2024. O movimento fica claro no gráfico a seguir, que mostra a posição desses investidores em instrumentos cambiais negociados na bolsa.

O levantamento foi feito pela Warren, com base em dados da B3.

Antes, o objetivo era o de zerar o déficit fiscal este ano, mas, com a mudança, agora o país deve encerrar 2024 com um déficit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Outro ponto que marca o movimento é visto em maio, quando o Banco Central (BC) anunciou uma nova redução da taxa básica de juros, mas em uma reunião sem unanimidade, o que provocou receio com relação à credibilidade da autoridade monetária.

Somado a isso, as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre obter crescimento econômico através do aumento da arrecadação e da redução dos juros, além das fortes críticas ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, pioraram o desconforto do investidor estrangeiro.

Rodrigo Moliterno, estrategista-chefe de renda variável da Veedha Investimentos, corrobora para a leitura de que o cenário segue incerto para a economia brasileira.