Juro alto pressiona caixa e endividamento de empresas já alcança R$ 2,3 tri

Economia individamento

Pressão sobre caixa faz pedidos de recuperação judicial alcançarem patamar recorde no Brasil

O panorama de companhias no Brasil com problemas de caixa gera um alerta para algo sintomático.

Em 2025, houve recorde de registros de pedidos de recuperação judicial no país.

O mesmo se repete ao observar os números de recuperação extrajudicial. No ano passado, 80 empresas recorreram ao processo, número recorde, segundo dados do Obre (Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial).

A dívida de 248 companhias brasileiras subiu de R$ 1,4 trilhão, em 2020, para R$ 2,3 trilhões no ano passado. Os dados são do consultor Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.

São múltiplos os fatores que explicam o cenário, mas existe um denominador comum: a taxa de juros.

Com a Selic operando em um patamar historicamente alto e por um período prolongado, o custo do credito disparou no Brasil e passou a asfixiar o caixa das empresas.

Isso se soma ainda ao cenário econômico adverso, com guerras no Oriente Médio e na Europa, além das idas e vindas da politica tarifária dos Estados Unidos.

Em meio a um cenário macroeconômico de risco crescente, são dois os remédios possíveis para o diagnóstico de alto endividamento que compromete as operações: a recuperação extrajudicial e a recuperação judicial.

Casos emblemáticos já foram registrados em 2026. O mais recente deles foi a Raízen, que protocolou processo extrajudicial no início do mês para tentar uma saída aos R$ 65 bilhões em dívidas, sendo o maior caso do tipo já registrado no Brasil.

Caminho semelhante ao Grupo Pão de Açúcar, que pouco antes havia alertado em seu balanço trimestral os riscos de continuidade da operação.

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