Mercados globais devem enfrentar surto de volatilidade após taxas contra UE

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Donald Trump prometeu impor tarifas a oito nações europeias até que os EUA tenham permissão para comprar a Groenlândia

Os mercados globais devem enfrentar um novo surto de volatilidade nesta semana, depois que o presidente Donald Trump prometeu impor tarifas a oito nações europeias até que os EUA tenham permissão para comprar a Groenlândia.

Trump disse que imporia tarifas de importação adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, que subirão para 25% em 1º de junho se não houver acordo.

Os oito Estados europeus emitiram uma declaração conjunta apoiando a Groenlândia neste domingo (18), enquanto o primeiro-ministro da Irlanda disse que a União Europeia promoverá retaliação se as ameaças tarifárias dos EUA se concretizarem.

“As esperanças de que a situação tarifária tenha se acalmado para este ano foram frustradas por enquanto – e nos encontramos na mesma situação da primavera passada”, disse o economista-chefe do Berenberg, Holger Schmieding.

As tarifas abrangentes do “Dia da Libertação” em abril de 2025 causaram um choque nos mercados. Na segunda metade do ano, os investidores, em grande parte, ignoraram as ameaças comerciais de Trump, considerando-as como ruído e reagindo com alívio quando Trump fez acordos com Reino Unido, UE e outros.

Embora essa calmaria possa ter acabado, os movimentos do mercado na segunda-feira (19) podem ser atenuados pela experiência de que o sentimento do investidor foi mais resistente e o crescimento econômico global permaneceu no caminho certo.

No entanto, Schmieding espera que o euro possa sofrer alguma pressão quando o comércio asiático abrir. O euro encerrou a sexta-feira (16) em torno de US$ 1,16, atingindo seu nível mais baixo desde o final de novembro.

As implicações para o dólar foram menos claras. A moeda continua sendo um porto seguro, mas também pode sentir o impacto do fato de Washington estar no centro de rupturas geopolíticas, como aconteceu em abril passado.

“Para os mercados europeus, será um pequeno revés, mas não algo comparável à reação do Dia da Libertação”, disse Schmieding.

As ações europeias estão sendo negociadas perto de recordes de alta, com o DAX da Alemanha e o índice FTSE de Londres subindo mais de 3% este mês, superando o desempenho do S&P 500, que subiu 1,3%.

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