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O que Barbie e Taylor Swift têm a ver com o Banco Central dos EUA

Presidente do Fed, Jerome Powell foi questionado em coletiva de imprensa sobre a relação entre o filme da boneca, a turnê de Taylor, os gastos dos consumidores e o crescimento econômico do país.

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, foi questionado na quarta-feira (26), em coletiva de imprensa, sobre os impactos do filme “Barbie” e da turnê “Eras”, da Taylor Swift, na economia norte-americana.

Na ocasião, a jornalista Jeanna Smialek, do “The New York Times”, perguntou se os números do filme e da turnê — que têm chamado atenção pelos sucessos de bilheteria — podem significar um problema inflacionário (entenda mais abaixo) ou indicar um resultado positivo pelo bom desempenho econômico.

Bom, mas qual a relação dos dois eventos com o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA)?

O ponto principal está justamente nos sinais de resiliência da economia norte-americana em meio a esforços do Fed para o combate à inflação. Vale lembrar que o índice de preços do país cresceu muito rápido desde julho de 2020, diante dos primeiros impactos da pandemia de Covid-19.

Os dados relacionados ao filme e à turnê, nesse sentido, reforçam a preocupação de uma economia ainda bastante aquecida, com consumidores dispostos a gastar — o que pode levar a uma resistência da inflação, que é potencializada, entre outros pontos, pelo consumo.

Nesse contexto, a alta de juros é a principal medida das autoridades para tentar desestimular o consumo e provocar queda de preços. Para isso, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Fed, vem aumentando os juros. As taxas, que eram de quase zero no início de 2022, agora estão na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano.

O que disse Powell

Sem citar Barbie e Taylor Swift, Powell respondeu à jornalista que “é bom ver” uma economia resiliente apesar dos aumentos do referencial de juros do país. Ele observou, no entanto, que a instituição está atenta para garantir que a força econômica não leve a uma nova alta da inflação.

“O crescimento [econômico] mais forte poderia levar, com o tempo, a uma inflação mais alta. E isso exigiria uma resposta adequada da política monetária. Então, estaremos observando isso com cuidado e vendo como [o cenário] evolui com o tempo”, disse.

Por André Catto, g1

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