Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país

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Pesquisa mostra ainda preocupação no aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos. Levantamento foi realizado entre 8 e 12 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será “muito afetada”, enquanto 25%, “um pouco”.

Aqueles que consideram que “não afetará “a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.

O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.

Preço do combustível

  • Vai afetar muito: 76%;
  • Vai afetar um pouco: 16%;
  • Não vai afetar: 4%;
  • Não sabe/não respondeu: 4%.

Preço dos alimentos

  • Vai afetar muito: 68%;
  • Vai afetar um pouco: 23%;
  • Não vai afetar: 6%;
  • Não sabe/não respondeu: 4%.

Inflação

  • Vai afetar muito: 68%;
  • Vai afetar um pouco: 21%;
  • Não vai afetar: 5%;
  • Não sabe/não respondeu: 5%.

Preço do gás

  • Vai afetar muito: 67%;
  • Vai afetar um pouco: 22%;
  • Não vai afetar: 7%;
  • Não sabe/não respondeu: 5%.

Economia brasileira de modo geral

  • Vai afetar muito: 65%;
  • Vai afetar um pouco: 25%;
  • Não vai afetar: 6%;
  • Não sabe/não respondeu: 5%.

Relação do Brasil com outros países

  • Vai afetar muito: 47%;
  • Vai afetar um pouco: 29%;
  • Não vai afetar: 16%;
  • Não sabe/não respondeu: 8%.

Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados.

A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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